Gabi

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Eu e Gabil

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terça-feira, 18 de setembro de 2018

CUIDAR DE NOSSOS FILHOS DEVE SER UM ATO DE AMOR E NÃO DE ANULAÇÃO


Cuidar de nossos filhos deve ser um ato de amor e não de anulação dos nossos sonhos e projetos de vida.
A culpa é uma companhia constante por não conseguirmos atender as demandas sociais que nossos filhos precisam mas  que não existem para eles!
Sentimos culpa e frustração por não podermos proporcionar para eles e a nós o que o governo e a sociedade deveria dar.
Quando temos um filho com deficiência também perdemos o direito a ser um ser individual, com vontade própria e sonhos a realizar.
Quando negligenciamos nossos planos vamos morrendo aos poucos nos tornando tristes e amargas, por outro lado, quando (pensamos) que deixamos nossos filhos para nos realizar como pessoa, como gente, como ser humano , uma grande culpa , uma ansiedade e depressão nos acomete.
Ter um filho com deficiência nesse mundo sem nada para eles e consequentemente para nós  significa ter que fazer uma dessas opções.Nos mães sempre oscilamos entre uma ou outra
Por mais que isso seja evidente  não aceito essa condição!!!
Não aceito porque não é real, é uma condição que nos impuseram
Eu não tenho problemas com a deficiência de meu filho, eu tenho problemas com toda essa falta de estrutura social que um deficiente e sua família tem que enfrentar.
Somos completamente excluídos sim.
É um absurdo termos que abandonar nossos projetos de vida, nossos sonhos porque temos um filho diferente dos da maioria.
Mais do que lidar com deficiência temos que enfrentar o medo social da própria.
Precisamos de mais instituições competentes que olhem para nossos filhos e para nós.
Instituições com pessoas especializadas que possam garantir um bom tratamento e um cuidado especifico para cada deficiência.
Precisamos que nossa cidade seja mais acessível para que possamos no minimo ir dar um passeio com nossos filhos em sua cadeira de rodas sem que isso se torne uma aventura perigosa.
Para que isso aconteça  precisamos nos mobilizar para formação e informação de cada deficiência.
È um trabalho de formiga sim, mas precisamos começar.
Precisamos começar a dar os tiros certeiros.
Começar do começo, na maternidade, na hora da noticia.
Apoiando a família, informando, direcionando.
Fazer com que a rede publica e particular implantem um trabalho preventivo em prol das comorbidades de todas as deficiências, pois nossos filhos passam por coisas que poderiam ser evitadas, caso a saúde estivesse preocupada com a prevenção.
Passamos por estress de doenças e cirurgias desnecessárias por pura falta de informação ou de prevenção
Nas escolas campanhas educativas falando de cada deficiência tanto para os educadores como para as crianças que desde pequena irá aprender e aceitar o coleguinha com habilidades diferentes.
Se começarmos com essas duas ações o resto vem vindo junto e naturalmente.
Essa deve ser a primeira fase a trabalhar.
O processo da vida de uma pessoa com deficiência é muito, mas muito  mais complexa, passar pela adolescência, a descoberta da sexualidade, a vida adulta e a velhice é uma árdua tarefa para a família e cabe a nós abrirmos os caminhos para quem esta vindo ai .
Meu filho esta com 33 anos e não tenho esperança de que ele seja beneficiado por uma estrutura social melhor, mas ele é minha grande inspiração e motivação para que um dia isso se torne realidade  para outras pessoas com deficiência, porque ninguém merece encarar além das limitações que a deficiência nos impõe e que não podemos mudar, ter que conviver com essa falta de estrutura que pode e deve ser mudada.
Só nós família podemos mudar esse quadro. Como? Protagonizando nossa própria história, mostrando a nossa cara , as nossas necessidades e fazendo valer nossos direitos como cidadão e ser humano.














segunda-feira, 18 de junho de 2018

SER DIFERENTE NÃO É SER MENOS

Desde 1985 com a noticia da deficiência de meu filho mais novo, me tornei uma ativista da causa de pessoas com deficiência mesmo sem ter a consciência disso.
Somos uma parte da população excluída!
Hoje vejo algumas mães passando pelo mesmo processo que o meu!!!
Pra onde evoluímos ?
Não sou uma pessoa conformada com a falta de estrutura social que a família e a pessoa com deficiência tem que enfrentar.
Conhecer a deficiência ter informações sobre elas seria dever do governo, pois assim já estaria minimizando nosso processo.
Mas ninguém do poder público esta interessado nisso !
Nossa luta é solitária!!!
Se você tem dinheiro para manter um bom tratamento e uma boa educação para seu filho temos uma evolução tecnológica e assistiva notável, mas do que adianta isso se só uma pequena parte da população tem direito ?
Uma adaptação e uma cadeira de rodas custa caro !!!
Quantas escolas publicas ou particulares, estão adequadas para receberem nossos filhos?
O SUS esta adequado com a demanda dessa população?
Temos que ir a luta pelo minimo
Quantas famílias tem condições de dar um tratamento adequado e humano para seus filhos deficientes ?
Até agora tudo em politica foi feito só para inglês ver.
Acho que merecemos um mundo melhor, pois assim como nossos filhos acabamos por nos excluir.
Nos sentimos culpadas por não conseguirmos levar nossos filhos em lugares públicos por falta de acessibilidade. Essa falta de acessibilidade é por nossa culpa? Em parte sim porque nos conformamos com o mundo do jeito que está.
Nos sentimos culpadas por não poder dar o melhor tratamento, pois tudo é muito caro e o SUS não cobre a demanda e está muito aquém de um tratamento top.Em parte também é nossa culpa, porque não exigimos nossos direitos.
Nos sentimos culpadas por não conseguirmos vagas em escolas que por lei deveriam aceitar nossos filhos. Em parte somos sim, pois não basta só se indignar tem que se agir.
Eu sei o quanto nossa vida é difícil, pois temos uma pessoa totalmente dependente de nós, mas somos nós que temos que gritar por igualdade, por direitos.
Ser diferente não é ser menos,tanto não é que para pagar impostos não somos diferentes de ninguém!
As vezes ganhamos algumas merrecas, como um LOAS que precisa de um atestado de pobreza, de fraldas de baixa qualidade e remédios que muitas vezes são negados pelo alto custo.
Temos direitos e temos que fazer valer
Por isso convoco pais e familiares dispostos a mudar esse quadro em nosso pais, pois não temos que mendigar ao que é nosso direito e direito de nossos filhos.
Vamos nos organizar, independente da deficiência porque o que melhorar para um vai respingar no outro e ir atras de novas politicas, novos conceitos.
Inclusão é uma palavra que não deveria existir, pois nela já esta explicita a palavra exclusão.
Assim como eu tenho várias histórias frustrantes para contar para vocês, você que esta lendo agora deve ter outras tantas para contar.
Eu não aguento mais ver mães sufocadas por um sistema falido,crianças sem assistência ou com um minimo só para sobreviver.
Eu não quero sobreviver a deficiência, eu quero viver apesar dela.
Quem me conhece sabe do meu trabalho em prol da Paralisia Cerebral, mas não adianta de nada caminhar sozinha, nós precisamos umas das outras para fazer e acontecer.
Não queremos mais manipulações politicas, que não irá agregar nada a nossa causa, queremos soluções e não pessoas que nos usam para serem eleitas, isso tem que mudar.
Portanto quem quiser fazer a diferença na sua vida e no coletivo vamos nos organizar para fazermos a oposição naquilo que não mais nos interessa, a desigualdade de que somos vitimas.
Quem se interessar me procure inbox.







terça-feira, 5 de junho de 2018

Quem sou eu






Meu nome é Sulamita ,mas me chamam de Sula
Tenho 3 filhos, Paula , Roberta e Gabriel
Minha  profissão mais frequente é administrar a briga do cérebro de meu filho com seu tonus muscular !!!
Sou profissional da saúde entendo de fisio, fono, t.o ,sem ter tido formação acadêmica !
A vida e a convivência com meu filho me formou em várias especialidades da medicina, as vezes neuro, outras gastro,procto, pneumo e endócrino.
Nas horas vagas tenho uma cozinha funcional.
Não tenho a força que as pessoas me atribuem,sou bem atrapalhada , distraída e estressada, porque quero fazer mil coisas ao mesmo tempo!
Procurei me adaptar a conviver com as limitações que a deficiência de meu filho impõe, não só para ele como para mim também...consegui !!!!
Como ??? Sendo flexivel e sempre procurando alternativas dentro do meu mundo em que eu possa realizar algo de util que acrescente a mim a ao próximo.
Pode acreditar que no atípico existe muita felicidade, porque sair da caixinha do que é tipico é uma experiencia única que nos traz vivencia, conhecimento e profundidade.









                                                                                                                                         














                       

segunda-feira, 9 de abril de 2018

DORES E AMORES DE UM CRESCIMENTO ATÍPICO- O DA MÃE !!!

Quando um filho nasce com deficiência, não existe "molde" nem padrão a seguir.
Aquela história " se vire" é bem adequada para nós famíliares, e em muitos casos a família é só a mãe.
Os processos que envolvem a criação e convivência com uma pessoa com deficiência é bem complexo.
Nós mães na maioria das vezes abandonamos tudo para nos dedicar unica e exclusivamente para esse filho, que sem a nossa dedicação não sobreviveria.
São longas noites em claro e em alguns períodos lutando contra a morte.
Vamos aprendendo no dia a dia, na intuição, errando e acertando.
Eh um desgaste físico e emocional, porque aceitar essa nova vida não é fácil !
É abrir mão de tudo, viver preocupada, não ter sonhos.
Hoje eu acho que a falta de aceitação não é por causa do  filho deficiente, mas sim a vida insana que somos obrigadas a levar depois da constatação da deficiência,sem apoio social nenhum e uma difícil realidade em que não temos direito a nada nem a de dormir tranquila .
Na adolescência deles ,já incorporamos a deficiência e parece que as coisas estão mais tranquilas, só que não !!!
Apesar da mãe  conhecer de cabo a rabo a deficiência e como seu filho funciona , a puberdade quase sempre vem acompanhada de uma patologia.
A revolução hormonal mexe com eles e com a gente.
Com tudo isso ainda temos que administrar nossos medos, depressões e insatisfações . Está cravado em nós, a necessidade de nos cuidarmos, nos olharmos, a querermos lutar pelos nossos sonhos,termos independência e individualidade.
Entendemos que apesar de termos um filho que depende de nós, temos todo o direito de sermos um individuo  e também não queremos tirar a individualidade de nossos filhos por mais dependentes que sejam.Queremos nos firmar como pessoas e não ser a mãe especial do fulano!
Agora as perturbações são em relação aos nossos desejos  !
Bom,cada uma de nós tem um destino a cumprir, mas acredito na lei da ação e reação, o que fizermos e o que colheremos é de  nossa responsabilidade.
Algumas conseguem se libertar, porque apesar de existir uma grande resistência externa para a nossa libertação , as internas são as piores, duelamos  com nós mesmas!
Existe medo na libertação, existe resistência, nos achamos medonhas por querermos ter um pouco de autonomia e liberdade, de não termos que dar satisfação para a sociedade, sim porque a cobrança vem de todos os lados e do nosso também.
Enfim, algumas voltam para seu casulo, sua zona de conforto, outras se atrevem a ir mais longe e outras vão mais longe ainda, se atrevem a ganhar o mundo !
Em todas as situações tem o meu apoio, porque não é fácil se livrar de tudo o que nos foi delegado,mas preste atenção, quem te delegou tudo isso, delegou por não querer colaborar ou fazer sua parte !
Você não tem que se sentir responsável por tudo, porque não é,  temos que fazer todos os papeis além o de ser mãe e esse é o maior problema, o que nos consome, o que nos anula, o que nos desrespeita.
Ganhar a liberdade significa tirar forças das entranhas para recomeçar, escrever a sua história onde seu filho é uma parte desse livro ,mas não o livro todo.
Não sei o que seria de mim se não tivesse feito a opção de voar, mesmo com as asas quebradas, sem apoio ou pouco apoio eu decidi ir em frente , me buscar
Cai, dei cabeçadas, levantei, cai de novo e levantei .
Descobri a minha força, e descobri que a maior riqueza não foram as conquistas financeiras e nem profissionais, claro que tiveram sua importância mas a maior caminhada é aquela que nos leva a nós!
Esse é o grande encontro da vida!!!
Portanto meninas...na vida quando vierem coisas ruins, se dediquem a resolver , mas nunca se esqueçam de ouvir uma musica que gostem, de dançarem, de fazer algo que te de prazer, porque no prazer encontraremos forças para continuar.
Se permitam um final de semana por mês viajar, passear , ir a um cinema, namorar, ir tomar café com uma amiga, sem culpa.
Lembre-se de como você era antes de tudo isso e se resgate.
O ser humano tem uma busca constante que é a felicidade ! Quando nos esquecemos dessa busca ?
Nenhuma decepção, nenhum sofrimento pode ser maior do que buscar o que nos faz feliz e essa caminhada tem seus percalços, mas é uma aventura maravilhosa..
Nós vivemos entre forças antagônicas, uma é o amor e a profundidade que adquirimos com o amor que conhecemos através de nossos filhos e a outra é o desamor e a superficialidade que encaramos todos os dias na sociedade.
Meu filho acabou de completar 33 anos, não conseguimos mais fazer um monte de coisas com ele,mas conseguimos faze-lo feliz !!!! Então, o que interessa nessa vida não é a felicidade ?
Para Gabriel ser feliz é ter atenção dos familiares, assistir um bom filme, comer bem porque é um guloso, descer do apartamento e ficar olhando o movimento da rua, participar de festas que proporcionamos para ele, passear de carro ,tudo pra ele é diversão.
Por isso não precisamos perder tempo nos torturando e nos sentindo culpadas ,porque a percepção que nossos filhos tem do mundo é bem menos deturpada que a nossa !
Num mundo pequeno no espaço, mas grande no coração, encontramos um lugar de realização, felicidade e muito amor.















quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A mudança sempre começa por nós

Hoje estou aqui para falar de um assunto que nem sempre damos a atenção necessária, a alimentação.
Nesse mundo moderno onde não temos mais tempo para mais nada, optamos pelo mais fácil.
Nem sempre o mais fácil é o melhor, eu diria que a falta de preocupação com a alimentação é responsável pelas doenças e falta de saúde.
Meu filho Gabriel , tem paralisia cerebral severa,tomava muitos medicamentos e como conseqüência tinha vários problemas ocasionados por esses remédios.
 Sempre foi muito sensível a medicamentos,pois atacava estomago, figado e ressecava ainda mais os intestinos.
Por causa da deficiência, adquiriu um problema ósseo onde fraturava com freqüência.
Foi hospitalizado várias vezes para tomar medicamentos fortes e assim recuperar seus ossos que estavam porosos
Naquela época iniciei um tratamento paralelo com antroposofia para otimizar os orgãos onde eram feitos o metabolismo das medicações.
Percebi que teve uma melhora significativa em sua qualidade de vida.
Comecei a pesquisar mais sobre plantas medicinais, alimentação e fiz várias descobertas.
Depois de consultar uma nutricionista que me explicou a importância da alimentação e como ela agia em prol do eqüilíbrio da saúde , virei fã da cozinha
Comecei a cozinhar para Gabriel , introduzi uma alimentação radical e muito bem balanceada.
Optei por produtos orgânicos,muitos grãos ,verduras, legumes, frutas , suplementos alimentares a base de farinhas especiais.
A reação de seu organismo veio quase que imediatamente e sempre progredindo para o melhor.
Descobri que alimentos , assim como medicamentos podem, fazer bem para alguns órgãos
 e para outros não , por ex:
-Os pulmões para quem tem paralisia cerebral severa são frágeis  por conta da falta de movimentação.
Gabriel tinha muito muco, fui pesquisar e com a orientação da nutricionista comecei a usar alimentos que ajudaria a diminuir esse muco.
Comecei a fazer uso de alguns alimentos que faria bem para seus pulmões, gengibre é antioxidante e anti-inflamatório ele também relaxa os músculos que revestem os pulmões, facilitando a respiração. Castanhas em grãos ( que batia para ele e dava com banana) aumenta a capacidade pulmonar e da mais qualidade a respiração.
 A vitamina C encontrado nas laranjas , goiabas, ajuda a transportar o oxigênio pelo sangue,prevenindo doença pulmonar obstrutiva cronica.
 O abacaxi é um tratamento natural de edemas pulmonares,o alho reduz pela metade o risco de desenvolver câncer de pulmões e combate infecções fúngicas e bacterianas nos pulmões.
Alimentos como cenoura, batata- doce, abóbora e damascos , assim como repolho, couve -de-bruxelas,brócolis, couve- flor, protegem as células dos pulmões.
Água muita água para eliminar as toxinas( que no caso dele era e é suco pois não gosta de água).
alimentos não aconselháveis para os pulmões são os lactos, pois produzem muito muco, então comer moderadamente,assim como os carboidratos presentes nos pães , bolos, bolachas pois aumentam o trabalho dos pulmões, dificultando a respiração.
Assim como fiz com os pulmões, tratei todos  órgãos mais comprometidos de meu filho
Descobri que comida boa, regenera, cura.
Vai ter problemas de saúde, claro que sim, agora mesmo está passando por um então já fui procurar qual a melhor alimentação para ele nesse momento, possivelmente e com critérios tomará alguma medicação mas seu corpo está sendo preparado para recebe-la e passar por isso de uma maneira mais tranquila.
Uso sempre os alimentos como aliados e participantes do bem para uma perfeita recuperação de Gabriel e família
A industria farmacêutica nos faz reféns , pois tomar medicamentos constantemente melhora uma coisa e piora outra, nos tornamos dependentes.
Deficiência não é doença e vem acompanhado de possíveis comorbidades que fazem parte do quadro, que com esclarecimento e informação passamos com mais tranquilidade.
A diferença de uma pessoa deficiente para uma supostamente normal é que a primeira já vem com um quadro previsível e a outra não, é uma panela de pressão.
Trabalhar com prevenção é mais fácil e menos angustiante.
A mudança sempre começa por nós.
Fica a dica.


PALAVRA DA NUTRICIONISTA

O Pulmão é um órgão muito importante e muitas vezes esquecido pelos pais e cuidadores de crianças especiais, alguns alimentos podem ajudar ou prejudicar esse órgão, de uma maneira bem simples tentarei explicar o porque. 

PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS: Contendo muito sal e conservantes esse tipo de alimento embora seja muito prático pode fazer um mal danado a saúde de qualquer pessoa , mas prejudica muito mais pessoas com problemas de locomoção, como contém muitos químicos pode desencadear alergias respiratórias,  ou ainda podem causar bronquiocosntrição levando a asma e  pode agravar inflamações gerando até mesmo quadros de bronquite, vale lembrar que uma comida caseira feita com amor e carinho é muito melhor! 

GORDURA SATURADA OU GORDURA DO MAL: Muito se discute sobre gordura, mas a família dela é controversa, contendo primos muito bons como os ômegas e vilões como a gordura saturada ela pode aumentar o tecido adiposo ( gordura corporal) aumentando o risco de processos inflamatórios como a asma e  o aumento de peso em uma pessoa com dificuldade para se locomover , pode comprometer o funcionamento do diafragma ( músculo que ajuda na respiração).

LATICÍNIO:  O leite é um alimento muito mucogênico, ou seja, aumenta a produção de muco no organismo em especial nas vias aéreas, isso pode dificultar muito a respiração, pois com a presença do muco , a passagem do ar para os pulmões fica um pouco bloqueada, mas esse tipo de alimento não precisa ser totalmente retirado da dieta, mas utilizado com atenção e moderação, pois também tem seu benefício.

SAL: O mundo inteiro sabe que sal aumenta a pressão e faz mal ,correto? Mas pouco se fala sobre o mal que o sal causa ao pulmão, muitos estudos em universidades renomadas associam o uso de sal em excesso com broncoespasmo, facilitando o aparecimento de doenças no pulmão. 

CARBOIDRATOS: A base de nossa alimentação , os carboidratos, como pães, macarrão, farinha e etc, podem causar sobrecarga nos pulmões, mas como isso? Quando ingerimos esse tipo de alimento ao ser metabolizado esse nutriente aumenta a taxa respiratória, ou seja precisamos respirar mais e mais rápido, mas por quê? Pois o carboidrato aumenta a produção de gás carbônico e precisa ser eliminado pela respiração. 

Bjos da Nutri 😘

Élida Paula Dini de Franco - Nutricionista 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Filhos deficientes- Nos torna diferentes sendo iguais

Nunca potencializei a deficiência de Gabriel.
Quem me conhece sabe que sempre vivi de uma maneira mais normal.
Acho que a sociedade e mesmo famílias potencializam a deficiência.
Cada deficiência vem acompanhado de alguns sintomas e possíveis patologias.
Nosso papel como pais é a de nos informarmos para poder ajudar e prevenir nossos filhos.
Meu filho tem paralisia cerebral severa, mas isso não foi uma sentença de morte para mim.
Claro que temos um choque no primeiro momento, mas não podemos nos paralisar nesse momento e nem em outros.
Vida que segue.
Dá pra ser feliz com um filho com deficiência?
Dá sim, e muito feliz.
Dá pra trabalhar, realizar seus sonhos, se apaixonar por algo ou por alguem ?
Claro que sim!!!
Não somos diferentes de nínguem por termos filhos deficientes.
Como todo mundo, vamos ter doenças, sarar, morrer, perder entes queridos, passar por crises etc...
Não seremos poupadas de nada por termos um filho diferente
O que um filho deficiente traz com ele quando nasce é um presente TOP !
O presente da tolerância, da compreensão , do conhecimento, da sensibilidade,da solidariedade, do crescimento, do servir. Ele nos traz uma sabedoria porque somos obrigadas a conviver com dois opostos, a fragilidade do corpo e a força da alma
Na suposta fragilidade deles , nos mostra uma força , um desejo pela vida, uma alegria pelas coisas mais simples da vida .
Num corpinho deformado aos olhos de todos , mora um gigante em resiliência, amor,pureza.
Esses filhos são imaculados, eles não conhecem as maldades do mundo,
O dinheiro não tem nenhum valor para eles, pois nunca vão saber o que é pagar uma conta, talvez por isso riem a toa.
Feliz daquele que reconhece, a força que um filho desse traz para sua família.Todos os filhos trazem alguma coisa para seus pais,não estou falando de amor, porque todos os filhos com problemas ou não são amados por seus pais, estou falando de ensinamento, um filho deficiente nos traz de sobra e não só para os pais , mas para a família
Temos que desbravar um mundo desconhecido, lutar para serem reconhecidos como um ser, uma pessoa, porque o mundo não gosta do que é diferente da normalidade.
Enfrentar um mundo onde nos difere da maioria também é lidar com forças contrárias, pois somos diferentes sendo iguais!









quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Sejamos exóticos, porque a palavra deficiente não nos define!

As vezes fico pensando e não consigo achar uma explicação racional  do porque através dos tempos a deficiência não encontra seu lugar na sociedade e no mundo.
Conquistamos e perdemos as conquistas
Ja vi tantos moldes de educação serem implantados e nenhum permanecer ,mesmo sendo bom.
Vejo gente atuando por algum tempo na inclusão e depois abandonarem .
Como observadora vejo como é cíclica a história da deficiência, mudam-se as gerações mas a maneira de se buscar é a mesma, os processos continuam os mesmos.
Vejo mães fazendo e passando exatamente pelo que passei a 30 anos atras!
Estamos dessincronizadas emocionalmente e socialmente com os avanços de um mundo ,apesar de toda a tecnologia a nosso dispor
A deficiência continua na idade da pedra!!!
Quando digo isso estou falando em relação a comportamentos.
 Acho que é o inconsciente coletivo mesmo
Nessa minha caminhada pela inclusão percebo o medo que as pessoas e sociedade em geral tem da deficiência!
Eu também tinha medo!
Claro, esse medo é cultural
Imaginem uma mulher que queira ter um filho ou uma gestante lendo e se informando sobre possíveis problemas que possam ocorrer na gravidez ou no parto?
Fugimos de qualquer informação que possa nos amedrontar e colocar nosso mundo colorido em risco,
 As informações deveriam ser implantadas de modo natural, desde a nossa tenra infância, nas escolas, em ambientes sociais, conhecendo e convivendo com aquele amiguinho com condições diferentes dos da maioria.
Infelizmente o estigma da deficiência é arcaico e perdura até hoje.
Nós mães e  pessoas com deficiência devemos quebrar esse estigma.
A deficiência nada mais é do que ser diferente, ser exótico.
 Sim diante de um padrão de normalidade somos exóticos.
Ser diferente é bom!!!!
Aprendemos com as diferenças, nossa quantas coisas novas descobri diante de uma vivência exótica com meu filho Gabriel !!!!
É isso que devemos mostrar ao mundo, os benefícios do conhecimento, porque onde há conhecimento tem luz.
Porque ser deficiente nesse mundo é não ser nada?
Porque o mundo não é preparado para receber o diferente?
Eu falo porque, por medo!
Temos medo porque nos identificamos com aquela situação, porque temos um padrão de normalidade e perfeição incutido e o diferente nos deixa vulnerável perante a imagem que temos de nós .
O diferente nos ameaça!
O problema não é meu com a deficiência mas é meu comigo mesma!
Por isso que é tão difícil a noticia e constatação de uma deficiência, bate com a minha vaidade e meu ideal de perfeição. Mas o que é ser perfeito?
Fica ai uma pergunta .
No momento em que constatarmos que "apesar" da  deficiência  pode-se ser eficiente , realizado e feliz, daí sim podemos começar a sair desse processo cíclico que a sociedade impôs até hoje.
Precisamos mudar o olhar.
Sejamos exóticos e não deficientes porque essa palavra não nos define